mostra que não é novidade a China falar em banir o bitcoin, enquanto
analistas apontam para erro de entendimento do mercado sobre o que está
acontecendo
SÃO PAULO – Os investidores de moedas digitais estão em pânico desde a semana passada por conta de uma série de notícias vindas da China. Primeiro foi a suspensão dos ICOs, mas o que mais tem afetado o mercado são os rumores de que o país irá fechar as corretoras
de criptomoedas locais. Para piorar uma das maiores exchanges chinesas,
a BTCC anunciou nesta quinta-feira (14) que irá encerrar suas operações
no fim do mês.
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Entusiastas seguem
defendendo o bitcoin e outras moedas, enquanto analistas mostram como
este tipo de notícia não é suficiente para “acabar” com estes ativos
– apesar de todos entenderem a queda. Mas nada como o passado para nos
ensinar algumas verdades sobre o mercado. E para quem é novo no assunto,
pode não se recordar, mas em 2013 o bitcoin passou pelo mesmo cenário.
Em dezembro de 2013, o Banco Popular da China (banco central chinês)
impediu que as empresas financeiras tivessem qualquer relação com o
bitcoin, o que levou a moeda digital a afundar de US$ 1.100 para a casa
de US$ 500 em 10 dias. Na ocasião, a maior corretora chinesa encerrou
suas atividades, ajudando na derrocada. Desde então a moeda já subiu
562% – considerando as perdas recente, para o preço atual de US$ 3.310.
Até a máxima de US$ 5.000, os ganhos chegaram a 900%.
Por outro lado, quando as atividades de negociação de bitcoin
passaram a ocorrer nos mercados de balcão, os reguladores financeiros do
BC da China e reguladores financeiros chineses chegaram a um consenso
para legalizar e regulamentar a moeda. Além da notícia de uma proibição
agora não serem oficiais, especialistas dizem que não seria surpresa a
China depois voltar atrás e regularizar os negócios com a moeda.
Analistas apontam que o que está acontecendo na China não é uma
proibição, mas sim a regulamentação da moeda. Além disso, eles apontam
que o volume de negociação de bitcoins no mercado chinês não é tão
grande assim, ou seja, o país não tem força para “acabar” com a moeda,
como muitas pessoas estão teorizando.
O analista de finanças
e repórter Max Keizer, reafirmou nesta quinta que a instabilidade do
mercado chinês simplesmente levará os comerciantes ao mercado japonês. O
Japão tem sido bastante elogiado pela forma como regulamentou o bitcoin
recentemente e pode realmente ser um grande beneficiado por todo este
cenário.
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